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Sustentabilidade

São Paulo considera usar biometano como alternativa para o transporte público

O biometano ainda promove a economia circular, uma vez que sua produção se dá em considerável medida com a transformação de resíduos orgânicos

Publicado em 28/03/2025 por Alexandre Asquini

Micro-ônibus movido a gás veicular da Volare (Divulgação)
Micro-ônibus movido a gás veicular da Volare (Divulgação)

Os resultados de um seminário realizado na última semana de março deverão orientar a

prefeitura da capital paulista na decisão de usar o biometano como alternativa sustentável ao

diesel no transporte público. Durante muito tempo, a administração municipal paulistana

sinalizou que a transição energética na cidade seria feita exclusivamente por meio da

eletrificação da frota. Agora, entretanto, alega que esse caminho tem encontrado dificuldades, com

atrasos, em razão de a concessionária de energia elétrica Enel não garantir a infraestrutura

necessária.

Com participação de especialistas do setor público, acadêmicos e representantes da iniciativa

privada, o seminário mostrou que há biometano disponível, com perspectiva de oferta

crescente nos próximos anos; há infraestruturas de produção e distribuição; há comprovação

da redução da pegada de carbono e, também, há capacidade de a indústria produzir os ônibus

em volume necessário para um programa de aproveitamento desse tipo de combustível.

Economia circular

Outro aspecto evidenciado no seminário diz respeito à capacidade de o biometano promover a

economia circular, uma vez que sua produção se dá em considerável medida com a transformação de resíduos orgânicos. O biometano é obtido por meio de processo de purificação do biogás, com a separação das moléculas de metano das moléculas de dióxido de carbono, um dos vilões do efeito estufa.

Para a produção de biogás, processa-se a decomposição em ambiente sem oxigênio de diferentes tipos de materiais orgânicos que, de outra forma, seriam descartados, entre os quais resíduos da agricultura, restos de animais, assim como lixo e esgoto.

No seminário, a Associação Brasileira do Biogás (Abiogás), com base em estudo promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mostrou que o potencial brasileiro de biometano é de 120 milhões de metros cúbicos por dia. Desse total, 57,6% correspondem ao aproveitamento de resíduos do setor sucroenergético; 38,9% ao aproveitamento de proteína animal; 18,2% ao uso de resíduos gerados na produção agrícola e 6,1% a resíduos da área de saneamento.

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